terça-feira, 23 de novembro de 2010

Faz tempo

Reencontrando esse espaço meu!
Segue a seca de palavras mas não de emoções.
Que me seja concedida a graça do reencontro!
Poesia e coração meu: daqui até a eternidade me parece a única forma de redenção.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Matrimônio num dia de sol

Dentre tudo que há na beleza da vida
Nada é mais importante que o seu olhar
que tão intensamente brilha.

De tudo que existe neste mundo agitado
não há coisa que supere
a mansidão do seu abraço...

Quando me aninho no teu colo à noite
e posso dizer com gosto:
"Ah, meu amor, como é bom ter você!"

Hoje e desde sempre que estamos
na vida um do outro só anseio
pelo momento do encontro
pelo instante do toque, do olhar e do beijo.

Hoje, amor meu, firmo com você,
mais uma vez, um compromisso:
de corpo, de alma e de papel assinado.

E com o coração em festa,
e um pouco de licença poética, afirmo:
será eterna sim esta chama,
posto que é renovada a cada dia.
E que a medida da eternidade
seja a nossa imensa, infinita e alegre poesia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Holofote

O ofício de transformar é no hoje
Não há que inventar
Há, sim, que ter gana de viver
Lidar com o agora
Dar a face ao encontro
Pôr o coração na roda
Olhar corajosamente o outro
Quem, num instante, expõe tudo
Gera pelo verbo
coloca o coração na fala
dá voz à emoção...
Ê, turbilhão!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cuidar
ofício que quero prá mim

Amar
é chave certa, é meio, é fim

Criar
força que retornou aqui

Olhar
janela que reencontro, enfim

terça-feira, 23 de junho de 2009



Uma árvore torta

Se eu encontrasse Manoel lhe contaria que vi uma árvore torta...
Suas raízes nascem da terra que se apresenta em modo de areia branca e miúda. Cresceu deitando-se na duna, como quem saúda a força da beleza em volta, pairando só e única na mansidão do entorno. Penso que a copa inclinada talvez abrigue um mundo de passarinhos que lhe fazem companhia. Vida que gera vida. Tortuosa forma que me intriga e me fala daquilo que linha reta alguma me ensina.



photo by Danielle Dantas (Jeri, Maio/09)

Momento


Ando pensando sobre forma e duvidando do conteúdo. A tristeza tem se aproximado com mais frequência e confesso que não a impeço, para dizer a verdade. Ela é mansa mas firme em seu propósito de fazer casulo em mim. Muitas perguntas chegam de forma errática e, se antes eu as combatia e respondia aguerridamente, agora as recebo e acomodo dentro, sorrateiramente. Conto o tempo, penso na relatividade dos prazos, encurto o tempo e o utilizo "errado". Faço planos imediatos, mas perco o instante. Sinto-me estanque, tenho muito e tanto em mente, mas não vibra o coração. O corpo sente, me causa estranhamento e confusão, a ele exijo explicação. Levanto-me, olho o dia em frente, busco renovação.


photo by Danielle Dantas (pôr do sol em Jeri, Maio/09)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cenas várias

Vejo as cenas passando
Reconto minha história
Remeto-me a adjetivos que soam corretos
Duvido muito porém...

Não sei onde isso vai dar
Algo há de brotar??
Só sei o que quero doar
algo que gere vida
vida que se enlace na cria

Anseio pelo que nem sei
Olho e não vejo muito
só enxergo a rósea mancha
aquela que entorpece os sentidos
que cumpre seu papel e enaltece a emoção

Uno-me às imagens estanques da tela
E penso: "a solidão não me causa inveja"